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Campanha "Quebrando o SilÊncio" É lanÇada na sede administrativa para o Estado de SÃo Paulo
Conheça um pouco mais sobre este projeto que já ganhou uma medalha Ruth Cardoso pelo trabalho realizado na sociedade,
e este tem como foco falar sobre o Bullying e auxiliar em diversas vertentes deste problema.
[Engenheiro Coelho, SP] Consciente do papel social que exerce, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, através do departamento dos Ministérios da Mulher realiza, há 12 anos, a campanha “Quebrando o Silêncio”. É uma iniciativa que oferece informações e soluções para quem é vítima e, procura também, dar oportunidades de resgate para quem é agressor. A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas tem o seu ápice no 4º sábado de agosto, que é destacado como o “Dia de Ênfase Contra o Abuso e a Violência”.
“Quebrando o Silêncio” já abordou a violência que é cometida contra as mulheres, as crianças e, mais recentemente, contra os idosos. Agora, em 2011, a ênfase é sobre Bullying, este mal que deve ser evitado em nossos lares, comunidades e escolas.
O lançamento oficial na União Central Brasileira – UCB aconteceu no culto desta quinta-feira, dia 18 de agosto.
A profa. Sonia Rigoli, coordenadora da campanha para todo o Estado de São Paulo, explicou o que é o bullying, como se manifesta, quais são os tipos entre outras informações úteis.
“Às vezes os próprios pais agem sem se aperceberem com outra forma de bulliyng ao elogiarem um dos filhos em detrimento de outro, ao usarem palavra que ferem ao reclamarem das atitudes negativas dos filhos.” Mas ela afirma que bullying infelizmente é uma característica especifica do meio escolar.
Ela também apresentou o amor que vem de Deus como a solução para este mal e apelou a todos que ajam como Jesus, “muitas vezes Ele parava sua caminhada ou sermão, para atender a um pedido de ajuda.”
O programa foi encerrado com o apoio à campanha de forma inusitada. Cada funcionário “carimbou” a mão, símbolo oficial contra o bullying, ao lado do material da campanha, como que dizendo: “Acabe com isso agora!”
AÇÕes da Campanha
Dentre as iniciativas para levar a cabo a campanha, está a preparação de uma série de materiais de apoio. Dentre eles, de 2002 a 2011, destacamos a elaboração de 1 milhão e 530 mil revistas “Quebrando o Silêncio”, 1 milhão e 430 mil revistas para o público infantil, além de folhetos, panfletos e folders que totalizaram 9 milhões de unidades.
Fora este material impresso centenas de programações são realizadas como palestras, passeatas, visitas a autoridades públicas, grandes concentrações em estádios e outros eventos que são frutos da criatividade dos organizadores.
Medalha Ruth Cardoso
O projeto, Quebrando o Silêncio, conquistou reconhecimento na sociedade brasileira, como na sexta-feira, 5 de março de 2010, com a entrega da medalha do Prêmio Ruth Cardoso. O prêmio foi criado em homenagem a Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, representante a integração entre todos os setores da sociedade brasileira, em prol da justiça social.
A presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, Rosemary Corrêa, esclarece que a medalha foi criada através de um decreto do Governo do estado de São Paulo para agraciar pessoas que realizam algum trabalho social em prol das mulheres. Ela ainda lembra que o nome dos agraciados é publicado em diário oficial.
A diretora do departamento da Mulher para o estado de São Paulo, Sônia Rigoli, ressalta que esta é a primeira vez que uma igreja recebe o prêmio. “Geralmente esse prêmio é concedido para uma pessoa física, uma ONG ou uma instituição, mas não uma igreja. Receber esse prêmio é um reconhecimento do trabalho que fazemos. Um trabalho de conscientização”, completa.
A Medalha “Ruth Cardoso” foi instituída pelo estado de São Paulo em 24 de novembro de 2008. Quatro participantes do Conselho Estadual da Condição Feminina encaminham ao governador a escolha de quem será homenageado a cada ano.
Uma das conselheiras do Conselho Estadual da Condição Feminina, Meire Rocha, ressalta que indicou o “Quebrando o Silêncio” para receber a medalha devido ao trabalho de conscientização de violência doméstica. “Apresentei o projeto para o conselho como indicação para receberem a medalha e todos aprovaram”, garante.

Gislaine Westphal
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